O Que Colocar (e o Que Nunca Colocar) no Currículo
Montar um currículo gera duas dúvidas o tempo todo: o que precisa estar ali e o que só ocupa espaço (ou até atrapalha). Colocar informação demais é tão prejudicial quanto colocar de menos. Este guia mostra exatamente o que colocar no currículo, o que nunca colocar e o que incluir só quando ajuda. Para o passo a passo completo, veja como fazer um currículo do zero; para se inspirar, veja exemplos de currículo por área.
O que colocar (as seções essenciais)
Dados de contato
Nome, cidade, telefone, e-mail profissional e LinkedIn. Confira duas vezes, um telefone errado significa nunca ser chamado. Nada de tabela ou caixa; uma linha limpa no topo.
Resumo profissional
2 a 4 linhas com cargo, tempo de experiência, competências centrais e um resultado. É o espaço mais valioso do currículo. (Na dúvida entre resumo e objetivo, veja qual usar.)
Experiência profissional
Cargo, empresa, período e de 2 a 4 marcadores com o que você fez e alcançou, com números sempre que possível ("aumentei vendas em 22%"). Do mais recente para o mais antigo.
Formação
Curso, instituição e ano. Objetivo e direto.
Habilidades
Lista enxuta das competências que a vaga pede, ferramentas, idiomas, técnicas. Sem barrinhas de nível (o ATS não lê e ocupam espaço). Veja 30 habilidades para colocar no currículo para escolher as suas.
O que NUNCA colocar
- Foto (na maioria das vagas no Brasil, é dispensável e pode gerar viés) e dados pessoais sensíveis: RG, CPF, estado civil, idade, filhos, religião.
- Pretensão salarial no corpo do currículo (deixe para a conversa, salvo se a vaga pedir).
- Motivo de saída dos empregos anteriores.
- "Referências sob consulta", ocupa linha e não diz nada.
- E-mail pouco profissional (aquele da adolescência) e redes sociais pessoais.
- Mentiras ou exageros, passam no papel e reprovam feio na entrevista.
- Habilidades óbvias como "pacote Office" sem contexto ou "digitação".
O que colocar SÓ se ajudar
Nem tudo é obrigatório, inclua quando reforça a vaga:
- Idiomas (com o nível real).
- Cursos e certificações relevantes ao cargo.
- Projetos, portfólio ou voluntariado, ótimos para quem tem pouca experiência formal.
- Objetivo em vez de resumo, só no primeiro emprego ou transição de carreira.
- Carta de apresentação quando a vaga pede ou na candidatura por e-mail (veja modelos prontos).
A regra que vale para tudo: alinhe à vaga
Ter as seções certas é o começo. O que transforma o currículo é ajustar o conteúdo, resumo e palavras-chave, a cada vaga, e manter um formato simples que o ATS lê. Veja como achar as palavras-chave certas e o modelo simples que passa no ATS.
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